domingo, 10 de abril de 2011

Como a Folha entrou no lobby de Agnelli

VALE TUDO

Noticiário sobre a troca de comando na gigante da mineração foi marcada por declarações não oficiais e pela "barriga" da Folha

COM UMA CERTEZA destemida, a Folha estampou na capa de 30 de março: "Executivo Tito Martins será o presidente da Vale". Não deixou nenhuma porta de saída, como o emprego do verbo "pode" ou "deve". Foi peremptória.

No dia seguinte, o Bradesco, que tem pela Bradespar 21% das ações da Vale, soltou nota negando que tenha indicado Martins para o cargo.

A Folha publicou o desmentido num pequeno texto, mas seguiu desdobrando sua notícia exclusiva ("Indicação esfria 'revolta' dentro da Vale"), com direito a perfil e foto do suposto sucessor de Roger Agnelli.

A alegria do "furo" durou apenas cinco dias, quando Murilo Ferreira foi escolhido para o cargo. No jargão jornalístico, ficou configurada uma "barriga".

A Folha publicou um "erramos", mas continuou acreditando em suas fontes. Contou um bastidor de negociação em que o Bradesco foi "apunhalado" pelo governo e dizia que Dilma sofreu "arranhões" na sua relação com banqueiros.

Murilo Ferreira, que estragou a festa da Folha, foi descrito, por fontes anônimas, como "executivo de pulso fraco", que não aguentou as cobranças duras de Agnelli.

Nenhum concorrente -"Estado", "Globo" ou "Valor"- fez apuração semelhante, o que não significa que a Folha tenha errado, mas acende um alerta: será que a cobertura está enviesada pelo erro inicial?

O noticiário sobre a troca de comando na segunda maior mineradora do planeta foi cheio de "offs". Em 22 de março, o "Estado" noticiou que o ministro Guido Mantega e o presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Lázaro Brandão, discutiram a saída de Agnelli, o que provocou uma grita geral contra o fato de o governo tentar intervir em uma empresa privada.

A versão corrente é que o próprio Agnelli "vazou" a informação desse encontro, numa tentativa de brecar o processo. Ele nega.

Desde então, sem declarações oficiais dos envolvidos, reinou a especulação interessada: que os diretores da Vale pediriam demissão em solidariedade a Agnelli (o que implicaria abdicar, só em bônus de longo prazo, de R$ 3 milhões), que o governo ameaçou colocar um político no comando, que Tito Martins tinha vindo ao Rio inesperadamente.

É muito duro separar o joio do trigo quando há interesses tão grandes em jogo. O "Manual de Redação" diz que a fonte mais fidedigna deve "ter um histórico de confiabilidade com o repórter, falar com conhecimento de causa, estar muito próxima do fato que relata e não ter interesse imediato na divulgação".

Difícil imaginar um ser tão neutro, tão bem informado e tão disposto a ajudar a imprensa em uma negociação que envolve governo, um banco gigantesco e uma empresa que lucra R$ 30 bilhões ao ano.

Folha de S.Paulo - Vale tudo - 10/04/2011

Enviado por luisnassif, dom, 10/04/2011 - 11:04

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/como-a-folha-entrou-no-lobby-de-agnelli

Clipping de notícias:

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Midia já começou a ensaiar anti-islamismo - # LUTO #

O Conversa Afiada reproduz documento vergonhoso organizado pelo insuperável Stanley Burburinho, o reparador de iniquidades:

1 – Folha de São Paulo:
“07/04/2011 – 10h53
Irmã de atirador diz que ele era ligado ao Islamismo e não saía muito de casa; ele deixou carta suicida
(…)”
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/04/07/irma-de-atirador-diz-que-ele-era-ligado-ao-islamismo-e-nao-saia-muito-de-casa-ele-deixou-carta-suicida.jhtm


2 – Jornal Extra das Organizações Globo:
“07/04/2011 às 11:24Atualizado em 07/04/2011 às 11:37
Autor do massacre em escola de Realengo se interessava por assuntos ligados ao terrorismo
Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, identificado pela polícia como o autor do massacre na Escola Municipal Tasso de Silveira, em Realengo, estava com uma carta suicida, que falava sobre islamismo e terrorismo. O assunto interessava ao assassino, que estudou na escola.
(…)”
http://extra.globo.com/casos-de-policia/autor-do-massacre-em-escola-de-realengo-se-interessava-por-assuntos-ligados-ao-terrorismo-1525139.html


3 – Colunas Época/O Globo:
“Homem entra em escola e atira em alunos no Rio de Janeiro
10:53 AM, ABRIL 7, 2011
(…)
Segundo a Globo News, a polícia informou que a carta “tinha referências à religião muçulmana”. O site do jornal O Globo cita entrevista do comandante do 14º Batalhão da PM, Djalma Beltrame, à Band News, que afirmou que o conteúdo da carta teria “características fundamentalistas”. “Ele entrava na internet para ter acesso a coisas que não fazem parte do nosso povo. É um louco. Só uma pessoa alucinada poderia fazer isso com crianças”, disse.
(…)”
http://colunas.epoca.globo.com/falabrasil/2011/04/07/homem-entra-em-escola-e-atira-em-alunos-no-rio-de-janeiro/
4 – Jornal O Globo:
“Publicada em 07/04/2011 às 12h20m
MASSACRE NO COLÉGIO
Atirador que invadiu escola municipal em Realengo é identificado
“(…) Beltrame acrescentou, inclusive, que Wellington costumava entrar em sites de cunho fundamentalista.
(…)”
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/04/07/atirador-que-invadiu-escola-municipal-em-realengo-identificado-924179565.asp
5 – E o pastor Marco Feliciano, o mesmo que disse que africanos são homossexuais, tenta tirar proveito da tragédia:
“Profecia: Ataque nas escolas. Leia na integra:
http://www.marcofeliciano.com.br/site/?page=materia&MA_ID_MOD=1172
10 minutes ago via web
marcofeliciano – Pr. Marco Feliciano”
http://twitter.com/marcofeliciano/status/56012339455070209 

Leia o texto completo no Conversa Afiada

De onde vem o exemplo? - # LUTO #

A mesma midia que exibe filmes cada vez mais violentos, no desespero de tentar segurar audiência, colhe um acontecimento da maior dramaticidade para capturar durante algum tempo a atenção de milhões de brasileiros.

Que saibam, pelo menos, evitar a espetacularização.

Porque não são personagens artificialmente montadas em Hollwood, nem permitem o distanciamento que pudesse haver em reportagens compradas, sobre pessoas de outros países, "ricos", "primeiro mundo" etc.

São filhos da massa de milhões de telespectadores, os pobres e remediados que representam a maioria dos brasileiros. E que estão chegando ao mercado. E querem chegar à cidadania.

Uma barbaridade que, até agora, não parece que se possa atribuir ao "tráfico", às "drogas", ou qualquer outro rótulo fácil do repertório já surrado por coberturas premoldadas.

Não que o país estivesse livre de massacres e barbaridades. Apenas, não costumam merecer da midia a mesma cobertura, sequer para captar audiência (um paradoxo em um setor voltado para o lucro). Os massacres típicos do que se convencionou chamar de "milícias". Décadas de esquadrões da morte. Massacres de ativistas nas áreas rurais de norte a sul do país. Estes, sequer são noticiados; ou quando são, reduzidos a crime isolado e nebuloso, coisa de quem "se envolve" em badernas.

Mas desta vez não há como atribuir a nenhuma quadrilha, milícia, coronelismo, máfia, poder, corrupção, ideologia, movimento ou categoria, para enquadrar em algum dos roteiros prefixados. O autor parece, até agora, tão perdido quanto suas vítimas, aos olhos da midia.

Parece um drama pessoal. De uma pessoa perdida na massa.

Será discutida a violência dos filmes enlatados exibidos pela TV? A violência banalizada pelo "jornalismo policial"? A violência institucionalizada do aparelho repressivo do estado? A violência feita espetáculo pela midia global?

Aposto 1 centavo que o público será inundado por "especialistas" da mente. De psicopata para baixo.

Nada de questionar como o mundo globalizado gera psicopatas em série, lhes dá o roteiro, promete divulgação e fornece o arsenal.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Um Ceará do outro mundo

Nada do (pouco) que já li sobre o Romantismo, a construção da identidade nacional ou José de Alencar me preparou para ler "O Sertanejo". "Descoberta" ou insulto à inteligência?

Não me refiro aos superpoderes do sertanejo. Coisas muito mais espantosas a gente lê nos jornalões e vê nos telejornais todos os dias e já nem se dá conta; é até preciso esforço para lembrar que as tropas americanas não são o eixo do bem lutando contra o eixo do mal. E se o autor de "O Sertanejo" não fosse o ministro empolado de Pedro II (nem acrescentasse tantos elogios sobrenaturais às qualidades do personagem), até pareceria moderno, não muito distante do índio de Caetano Veloso, ou do selvagem de Lévi-Strauss, para o qual a mata é como as gôndolas de um rico supermercado. Há muito realismo na percepção de que o sertanejo não é o bocó imaginado por algum urbanóide criado entre a TV e o shopping. E que fica sabendo de muitas coisas, como se dizia no Acre, através da "Rádio Cipó".

Me refiro, por exemplo, ao lusitanismo quase absoluto do sangue dos personagens. Com exceção das tribos chamadas para dar uma mãozinha na hora H, e um único (que me lembre) dos peões da fazenda "do bem", todos têm sangue lusitano, praticamente puro. O próprio sertanejo, dotado de superpoderes indígenas, parece não ter mácula étnica. Entre os peões, há até mesmo um que (se entendi direito) veio diretamente de Portugal. Os da casa grande têm até parentes próximos em Portugal; andaram ou esperam andar por lá em algum momento da vida, mas isso é plenamente digerível, quando se lembra que ainda nos primeiros anos da República a população urbana (de média para baixo) ainda se ressentia de um monopólio do comércio (e dos empregos no comércio) por parte dos lusos. Na década de 1870, André Rebouças fez as contas do volume de capitais que provavelmente se escoavam da praça do Rio de Janeiro para Portugal, todos os anos.

Mas indicações de qualquer outro "sangue", que não europeu, parecem só existir quando se trata dos mal encarados que servem ao clã adversário -- seriam fazendas "do mal", na linguagem presidencial dos EUA do século XXI.

O resto das coisas surpreendentes (para mim, claro!), deixo provisoriamente na conta de o romancista escrever "de orelha", por assim dizer. Além de muita leitura e pesquisa (em fontes que hoje não são corriqueiras), o autor pode ou deve ter bebido muito da conversa dos mais velhos.

O romancista nasceu em 1829 -- o Brasil "independente" tinha 7 anos, segundo a história construída pelo imperial IHG(B); ou estava para nascer dali a dois anos, na visão de muitos contemporâneos do 7 de Abril, quando finalmente pensaram ter se livrarado de Pedro I. Foi levado para o Rio, quando a família se mudou, em 1838, já em pleno "Regresso".

Os acontecimentos do romance, no entanto, são datados de 10 de Dezembro de 1764 a 5 de Janeiro de 1765 -- portanto 65 anos antes do nascimento do autor, ou 85 anos antes dele chegar aos 21. Embora a expectativa de vida no Primeiro Reinado não fosse lá uma Brastemp, nada impede (por princípio) que avós e tios avós do romancista, pertencentes à elite da época, vivessem o bastante para contar a ele muitas maravilhas, com os douramentos da pílula a que tinham direito. Se algum deles(as) se mudou com a família para o Rio de Janeiro (para poder contar mais, enquanto ele crescia), ou se / quantas vezes ele voltou ao Ceará para ouvir mais, sinceramente ainda não sei (nunca li a biografia de José Martiniano de Alencar). Mais provável é que ouvisse, de segunda mão, o que seus pais tivessem ouvido ainda no Ceará.

Em 1764-1765, me parece que boa parte do planeta lusitano (ou do que restava dele) já se tinha estabelecido em terras atualmente brasileiras -- em especial, na faixa que vai de Parati, Rio de Janeiro e Salvador, até a região de Cuiabá e além, passando pelas "Minas Gerais" (Vila Rica, Congonhas, Sabará etc.), Sul ("oeste") de Minas, Goiás velho (Pirenópolis, Corumbá); e (se não confundo as datas) pelas "Diamantinas" (de Minas, da Bahia, do Mato Grosso), embora nestas em menor número, devido às restrições de entrada / saída.

Nessa corrida do ouro, despovoou-se não apenas o (que restava do) planeta lusitano, como boa parte do próprio Brasil atual -- que por mais de um século já vinha sendo despovoado (de índios) pelos bandeiristas.

O romance de José de Alencar descreve ouro e prata abundantes, tanto no serviço de mesa quanto nos atavios dos cavalos e cavaleiros top de linha -- mas não encontrei referência (sequer indireta, ou inferível) a qualquer despovoamento / migração para as Minas. Quase como se nada estivesse acontecendo. O mundo, exceto pelo que diz respeito a Portugal, não existia. Somente o Ceará, e sua órbita referida ao Pernambuco -- o Recife das cavalhadas e do mancebo malcriado, e o interior, de onde provinha sua linha auxiliar de fazendas e peões mal encarados.

O mundo em polvorosa com o ouro jorrando das Minas para a gestante revolução industrial inglesa, e o cenário é de pastoril medievalidade. Sequer uma inquietação, num lago plácido como um espelho.

Ausência absoluta, também, de qualquer reflexo dos jesuítas -- missões, aldeamentos, catequese, conflito. Ok, o Ceará não se distinguiu como centro de atividade econômica jesuíta. Mas se até então não houvessem "catequizado" índios em grande número, dali por diante já não teriam prazo para fazê-lo. E a "administração" que os substituiu jamais teve competência para isso, limitou-se a explorar (e desmantelar) os aldeamentos que encontrou. Em qual momento, então, se povoou o Ceará? Com certeza, não depois -- e não com a parca população lusitana, que aliás teria destinos (se é que já não tinham tido, àquela altura) muito mais dourados. E no entanto, apenas 100 anos depois do momento retratado no romance -- um sertão despovoado --, o Ceará estaria botando gente pelo ladrão. Na seca de 1877 alimentou o povoamento do Acre.

São mais perguntas (e inconsistências) do que respostas. Tudo isso não passa de uma anotação para observar melhor futuras leituras.

sábado, 12 de março de 2011

Gol anuncia venda de bilhetes em quiosques no metrô de SP

A Gol anunciou nesta quinta-feira que irá vender passagens aéreas em quiosques no metrô de São Paulo. Segundo a empresa, o canal é "destinado, principalmente, à nova classe média brasileira".

Os pontos serão inaugurados nas estações Itaquera, Sé e Luz. Será possível comprar bilhetes, alterar e cancelar reservas e esclarecer dúvidas de consumidores.

"A nova identidade terá itens que remetem aos aeroportos e faremos ações de comunicação com forte apelo visual", diz Claudia Pagnano, vice-presidente de mercado da companhia. "Nosso objetivo é fazer um trabalho de imersão das classes C e D no universo da aviação".

Segundo a Gol, as equipes dos quiosques foram treinadas "de forma diferenciada, com uma consultoria especializada em consumo popular".

"Durante 20 dias, os colaboradores passaram por cursos sobre a nova classe média, em que estudaram hábitos desse público, técnicas de vendas e linguagem", informa em comunicado.

CFSP | 10/03/2011 às 22h22min - Atualizada em 10/03/2011 às 22h22min

http://www.jornalfloripa.com.br/economia/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=1504

domingo, 6 de março de 2011

Folha e Maurício de Nassau descobrem Pernambuco

Quando a banda passar, a elite separatista não vai perceber

Num domingo de Carnaval, para que ninguém perceba, a Folha (*) incorpora Mauricio de Nassau e descobre que “Pernambuco vive sua revolução industrial”, na pág. B1.

“Com um pacote de R$ 46 bi de investimentos, Estado (de Pernambuco) vira locomotiva do Nordeste; PIB cresceu 16% em 2010”

Os retirantes começam a voltar.

Em Suape, o complexo industrial e portuário, há cento e vinte empresas já instaladas, outras 30 em construção.

E mais 20 surgirão até 2014.

Entre elas a Fiat, que fugiu da Minas do Aécio e de São Paulo do Padim Pade Cerra, para investir ali R$ 3 bilhões.

Em Suape fica o maior estaleiro do hemisfério sul, o Atlântico Sul, que tem R$ 8 bi de encomendas em carteira (já batizou o João Cândido, da Petrobrás.

(Note bem: nos tempos da Petrobrax, o Brasil importava navio de Cingapura. Durante a campanha, o Padim Pade Cerra defendeu essa polítia de criar empregos em Cingapura numa entrevista a uma rádio de Recife. Um jenio. Em Recife !)

A Refinaria Abreu e Lima (R$ 22 bi de investimentos) se associa à Petroquímica Suape (R$ 3,7 bi de investimentos).

Daqui a pouco, isso vai explodir com a conclusão de duas pequenas (pequenas, se comparadas com o “cano” do Cerra, que ia de Sergipe ao Ceará) obras: a ferrovia Transnordestina, que vai ligar o interior do Piauí a Suape e ao porto de Pecém, no Ceará; e a transposição das águas do São Francisco.

A renda per capita de Pernambuco é de quase R$ 10 mil, maior do que a de todo o Nordeste (R$ 7 mil) e ainda inferior à do Brasil (R$ 16 mil).

Mauricio de Nassau descobriu a Pernambuco de Eduardo Campos antes da Folha (*).

Quando a elite paulista (separatista, por definição) abrir os olhos, verá que a banda (de pífaros de Caruaru) passou.

Este ansioso blogueiro, porém, não se deixa surpreender pela Folha (nem ele nem Mauricio de Nassau).

Faz tempo que o amigo navegante sabia que “Suape faz uma revolução em Pernambuco e Eduardo Campos dá de 10 a 0 em Cerra”.

Em tempo: para celebrar o Carnaval, ouça a Banda de Pífanos de Caruaru.

Saravá !

Paulo Henrique Amorim | Publicado em 06/03/2011

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/03/06/folha-e-mauricio-de-nassau-descobrem-pernambuco/

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um  comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Arraial do Clã Brasil


Vai fazer dois anos que, graças ao amigo Campanhã, ouvi pela primeira vez Um clã chamado Brasil.

Naquela época, o Clã Brasil já havia lançado 5 CDs (2002 a 2006) e um DVD (2006), que eram vendidos também através do site.

Guardei um release, que passados quase 2 anos já está superado, mas é um documento, pelas informações daquele momento:
Lucyane

Escolaridade: Universitária. Sanfoneira e vocalista. Iniciou os estudos de teoria e prática musical aos 4 anos de idade, na Escola Antenor Navarro e no curso de extensão da UFPB. Estudou piano durante 4 anos. Toca outros instrumentos musicais como violino, fole de oito baixos, contrabaixo, violão e cavaquinho. Já se apresentou em alguns estados brasileiros, duas vezes nos EUA e duas vezes em Portugal.

Laryssa

Escolaridade: 2o. Grau completo. Zabumbeira, violinista, percussionista e vocalista. Iniciou os estudos de teoria e prática musical aos 4 anos de idade, na Escola Antenor Navarro e no curso de extensão da UFPB. Já se apresentou em alguns estados brasileiros, duas vezes nos EUA e duas vezes em Portugal.

Lizete

Escolaridade 2a. série do 2o. Grau. Flautista e vocalista. Iniciou os estudos de teoria e prática musical aos 4 anos de idade, na Escola Antenor Navarro e no curso de extensão da UFPB. Já se apresentou em alguns estados brasileiros, duas vezes nos EUA e duas vezes em Portugal.

Fabiane

Escolaridade: 3a. série do 2o. Grau. Cavaquista e vocalista. Iniciou os estudos com seu pai, o maestro Chiquito, e continua estudando guitarra na Escola do Rotary. Também faz parte da orquestra Metalúrgica Filipéia, como guitarrista.

Músicos base

Badu: Violão 7 cordas
Morena: Triângulo / Agogô
F. Neto: Percussão

Produção executiva: Badu

Arranjos: Badu e Maestro Chiquito


Links localizados hoje:

Nabuco e os "auxílios à lavoura"... privada de iniciativa

Não é de admirar que os homens de capital e de fortuna não vejam senão desastres e perdição fóra do navio apodrecido da escravidão em que navegam, quando uma sociedade, que pretende dirigir a lavoira e pôr-se á frente d’ella, a Sociedade Auxiliadora da Agricultura, não acha como qualificar o projecto Dantas [Sexagenários] senão de communista. Não creio que d’essa fórma a associação Pernambucana, a que me refiro, auxilie a lavoura, como não creio que a lavoura sustente a tal sociedade. (Hilaridade) Sob a escravidão nem uma nem outra poderiam prestar-se o menor auxilio. Não está no espirito da lavoira escravista auxiliar coisa alguma, e não está ao alcance dos seus directores espirituaes auxilial-a de qualquer fórma. Vede por exemplo o Centro da Lavoira e Commercio do Rio. Os lavradores e commissarios do sul gabavam-se de ter feito na Europa esplendidas Exposições de Café. Todos acreditavamos que era á custa d’elles, mas no Rio de Janeiro tive occasião de descobrir o segredo d’esse primeiro commettimento de uma classe entorpecida pela escravidão e incapaz de esforço mesmo em proveito proprio. As celebres Exposições de Café do Centro da Lavoira e Commercio eram feitas pelo Ministerio da Agricultura sem que o Parlamento tivesse votado fundos para esse fim. Eram pretextos para titulos e condecorações, custosamente elaborados á custa da subvenção secreta. (Sensação) Assim, sim; mas fóra dos dinheiros publicos a agricultura como classe não realizou ainda coisa alguma, nem em beneficio dos seus productos, nem em beneficio do territorio que possue ou da communhão a que pertence. É por isso que eu não creio na prosperidade de sociedades fundadas para auxiliarem a agricultura e dependentes da agricultura... a menos que recebam doações do Estado.

Joaquim Nabuco
Discurso proferido n’um meeting popular na Passagem da Magdalena
A 16 de Novembro

Fonte:
Campanha Abolicionista no Recife
Eleições 1884
Joaquim Nabuco (discursos)