domingo, 27 de fevereiro de 2011

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Ferrovia ALL, Ferronorte, agrobiz e o caminho mais curto entre dois pontos

Pelo ronco do PiG, logo se vê quem lhe dá lavagem.

Se você ouve "oinc oinc a Ferrovia Transnordestina vai investir X trilhões e ficará pronta para ontem", siga o fio de algodão. Na época dos bacuris magrinhos, qualquer espaço servia, inclusive jornais do interior do estado do Rio. Hoje goza dos melhores espaços editoriais de alcance nacional, sem perder de vista jornais do Nordeste.

Se você escuta "oinc oinc é uma vergonha os trilhos da Ferrovia Vicente Vuolo ainda não terem chegado a Cuiabá", siga a fileira de chavões surrados que fizeram a glória do porto de Santos e da cidade de São Paulo, finalistas do Gran Prix Maior Engarrafamento da América do Sul -- um na categoria profissional "A maior fila de caminhões de soja da América do Sul"; a outra, na categoria paratodos "Venha para o engarrafamento mais eficiente da América do Sul você também" (com chamadas diárias pela manhã, à tarde e à noite nas redes nacionais de TV). Leve sunga e pé de pato.


Nesta matéria, por exemplo -- ou seria um Jogo dos 7 Erros? --, aparentemente o interesse seria da "lavoura": aquele pessoal que labuta horas a fio em aviões particulares, para sobrevoar suas plantações de soja no Mato Grosso, e voltar a tempo de evitar o engarrafamento dos heliportos no final da tarde:
«Frete ferroviário

«Principal porta de saída de commodities mato-grossenses para o mercado internacional, o Porto de Santos embarcou no ano passado, 5,1 milhões de toneladas de soja produzida nas lavouras que se espalham por praticamente todos os municípios de Mato Grosso.
Logo nas primeiras palavras entrega o ouro: -- O interesse da matéria não está no agrobiz, mas na "principal porta de saída". O porto de Santos, claro.

Evitemos nos enredar na espinhosíssima discussão sobre se "o caminho mais curto e econômico entre dois pontos é o porto de Santos" -- debate em que se perderam dúzias de gabinetes imperiais e duas ou três repúblicas.

«O volume de soja embarcado em Santos chega ao cais pelos trilhos da Ferrovia Senador Vicente Vuolo, da América Latina Logística (ALL), que opera terminais graneleiros em Alto Taquari (desde 2001) e Alto Araguaia (desde 2002).

«Depois de longa paralisação da obra da ferrovia - cuja concessão prevê a ligação de São Paulo com Cuiabá, Porto Velho (RO) e Santarém (PA) - a construção foi retomada para ser executada até o final do próximo ano, no trecho de 250 km de Alto Araguaia a Rondonópolis.

«O projeto do trecho em obra da ferrovia da ALL prevê que na safra 2012/13 o trem apitará em Rondonópolis, o que em termos de carga significará uma oferta para o Porto de Santos, de 7,5 milhões de toneladas de soja, farelo de soja, algodão, milho e outras commodities do agronegócio. Ou seja, nos próximos dois anos a movimentação de cargas alcançará marca superior ao dobro da atual.
Portanto, depois da tradicional repetição de datas e números(*), volta a cair no verdadeiro interesse que rege a matéria: "uma oferta para o Porto de Santos, de 7,5 milhões de toneladas de soja, farelo de soja, algodão, milho e outras commodities do agronegócio".

Há uma preocupação ambiental, capaz de enternecer até o coração de pedra do mais insensível dos faraós:
«A ferrovia já escoa commodities para exportação há 10 safras pelo terminal de Alto Taquari e há nove pelo seu similar em Alto Araguaia. Nesse período o transporte feito sobre trilhos aliviou a pressão ambiental causada pelo vaivém das carretas e bitrens, reduziu a movimentação de veículos pesados entre o sul de Mato Grosso e Santos, o que obviamente se traduz em menor número de acidentes rodoviários no citado trecho interestadual.
Essa Ferrovia Vicente Vuolo dá de dez a zero em Madre Teresa de Calcutá -- é uma obra da mais santa caridade, salvando vidas a rodo.

Dos benefícios ambientais, então, nem duvidar. Onde chegam seus trilhos, os agrotóxicos fogem espavoridos. O desamatamento entra no jatinho e vai pedir asilo bem longe, lá na Monsanto. Renasce a biodiversidade. Recompõem-se os biomas. Florescem as margens dos rios e córregos.

Por especial deferência, nem fala de Ibama. Ainda bem. Falar o que. Ibama só serve para atrapalhar uma obra tão benéfica.

«Não se pode negar os aspectos favoráveis da ferrovia nem sua importância para a logística de transporte em Mato Grosso, estado que antes dela se ancorava exclusivamente na matriz rodoviária para efeito de ligação com São Paulo e os demais estados do Sudeste. Porém, o embarque de soja nos comboios da ALL não altera o preço do frete do produto, o que mantém o produtor rural recebendo por essa leguminosa cotação que não leva em conta o componente “frete”.

«Ferrovia tem que ser atividade com mão dupla, de modo a assegurar lucro aos seus controladores, ao meio ambiente e ao produtor rural que responde pelo carregamento de seus comboios com as commodities cultivadas em Mato Grosso.

«A construção do terminal de embarque de grãos da ALL em Itiquira – entre Alto Araguaia e Rondonópolis - está de vento em popa. Autoridades e trades comemoram antecipadamente esse avanço da logística de transporte. Porém, Mato Grosso não pode se deixar levar por conquista parcial e tem que exigir a redução do frete ferroviário para que os benefícios diretos da ferrovia cheguem aos produtores rurais.

«A bancada federal mato-grossense tem o dever de botar o frete ferroviário da ALL na pauta de seus debates. O mesmo procedimento tem que se estender aos deputados estaduais, ao Governo de Mato Grosso e ao conjunto das entidades representativas do setor primário.»

Quinta feira, 10 de fevereiro de 2011 |    Edição nº 12933 10/02/2011

http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=388107
Os parágrafos finais são luminosos. Não falam da vida que levam os camioneiros, ou por que muitos fazem frete por qualquer trocado, nem por que têm essa mania esquisita de dormir sobre o volante. Para que conspurcar tão belo discurso, com questiúnculas de somenos?

A idéia geral é das mais interessantes -- levantar uma grita geral, para controlar os preços cobrados pela ferrovia ALL.

Mas por que controlar só os preços da ferrovia ALL? Por que não uma grita geral para controlar, também, os preços dos medicamentos, do feijão, do açúcar, do óleo de soja, da ração animal, da carne de boi? Por que não controlar os preços dos pneus, para que o camioneiro não ande por aí com os ditos desprovidos de cabelo, causando acidentes? Por que não controlar a margem de lucro dos atravessadores?

Melhor -- por que não levantar uma grita geral para controlar os preços dos pedágios?

São muitas as questões, interessantíssimas, que você nunca vai ver numa matéria PiG tipo "oinc oinc é uma vergonha os trilhos da Ferrovia Vicente Vuolo ainda não terem chegado a Cuiabá". Tudo bem. Não é para falar delas que se escrevem tais matérias.

(*) - Em tempo: essa repetição de datas e números é muito mais do que mera mania de faraó (tipo, eu sou X, filho de Y, filho de W, filho de Z etc.). É um sinal de alerta. Ali ficam marcados e demarcados os "direitos" (nada de deveres) de que seus detentores (atuais ou futuros, pois "expectativa de lucro" é contrato perfeito, direito adquirido etc., portanto valor a ser defendido até por futuros compradores ainda nem nascidos) jamais irão abrir mão. Essa turma morde o osso e não solta nunca mais. A "Ferrovia Vicente Vuolo" (por meio de todos os detentores atuais ou passados) se arrasta a passo de cágado? Não importa. Um dia -- haja o que houver -- irão cobrar os direitos de cada milímetro jamais construído, numa extensão de milhares e milhares de quilômetros. O negócio deles nunca foi investir, muito menos construir. É tomar posse do osso, para nunca mais largar. Brigar contra quem quer que tente "invadir" sua "zona privilegiada". Nunca cumprira nada de seu contrato? A culpa é "do governo", claro -- você, eu, todos nós, que em última instância somos prejudicados pela falta de cumprimento, e ainda arcamos com os impostos que, se depender deles, ainda lhes serão transferidos na forma de "indenização" e/ou "compensações". Veja o tamanho da conta que ainda tentarão cobrar de todos nós -- pelos milhares de quilômetros que jamais construíram, nem jamais pretenderam construir, em todas essas décadas: "concessão prevê a ligação de São Paulo com Cuiabá, Porto Velho (RO) e Santarém (PA)". Faça as contas. A depender deles, a conta não vai ser moleza para nenhum de nós, contribuintes.

O golpe é mais velho do que os trilhos, entre nós. Seu patrono fundador foi o médico homeopata Thomas Cochrane -- que fez a gentileza de jamais construir a EF D. Pedro II. Mas cobrou. Ah, isso, cobrou. Caro!

Carajás, Vale e SuperPiG -- a outra identidade (secreta): "limpinha e cheirosa"


Existe uma outra PiG -- ou, outros "momentos PiG", em que ela entra numa cabine telefônica (de vidro, em Metrópolis), despe a personalidade barraqueira de zona eleitoral e limpa o salão, para se apresentar na Glória.

Diz o título da matéria: "Expansão da Vale no Norte terá US$ 3 bi em porto e ferrovia", e é tudo muito bonito. O "Norte" vai bombar (ainda mais)!
« O Norte do Brasil vai garantir a maior parte do crescimento da Vale na produção de minério de ferro nos próximos cinco anos. Para escoar a produção, a empresa vai enfrentar grandes desafios logísticos e terá de investir pesado na ampliação da infraestrutura existente, incluindo mina, ferrovia e porto. O aumento da capacidade de movimentação do minério de ferro, das 115 milhões de toneladas previstas em 2011 para 150 milhões de toneladas no ano que vem, vai exigir investimentos de US$ 3 bilhões, mas o desembolso total, na ampliação da logística do sistema norte, poderá chegar a US$ 7 bilhões a longo prazo. No fim de 2014 a previsão é de que o sistema norte da Vale movimente 230 milhões de toneladas. »
Mas, quem é "o Norte", cara pálida?

Os números se sucedem, espetaculares. A linguagem, "técnica", "limpa", sóbria, elegante, não fica atrás. Transpira eficiência, racionalidade, objetividade. Parece até de mau gosto, em meio a tanta eficiência pós moderna, perguntar uma bobagem menor, como quem, com mil porquinhos, é "o Norte", que comparece como sujeito logo na primeira frase. Como vive? Come o que? Torce por qual time? O que faz aos domingos, ou em outras horas vagas, quando não estiver garantindo "a maior parte do crescimento da Vale na produção de minério de ferro nos próximos cinco anos"?

A Vale, sujeito da segunda frase, a gente vê logo quem é, e o que fará: "vai enfrentar grandes desafios logísticos e terá de investir pesado na ampliação da infraestrutura existente, incluindo mina, ferrovia e porto". Uma guerreira, já se vê. Vai "enfrentar", investir pesado, grandes desafios e tudo mais a que tem direito. Uma super heroína! Deve suar muito, coitada. Cuidado para não pegar insolação.

Segue-se a descrição das maravilhas que a Vale irá montar, com abundância de termos técnicos -- acessíveis, deslumbrantes. Já ia subindo um arrepio, quando sacudi a cabeça, desviei os olhos da tela, passei o foco oftalmológico de 80 cm para 80 metros (uma bela palmeira, no beco vizinho). Estaria mergulhando num estado hipnótico?

Uma volta, portão, rua, nuvens, pessoas, e volto a ler. Resumo: uma correia transportadora (não muito diferente, em essência, da cadeia produtiva do aluminio). Super, hiper, mega correia transportadora. Tremei, australianos! -- se é que competição faz sentido (nenhum sinal de demanda fraca, a exigir disputa). Ou, se é que os australianos (tanto quanto os nortistas) têm alguma parte nisso tudo. Em Minas, até hoje se discute o antigo e tradicional "Ia ser bom. Não foi?!". [Foi, sim! Claro que foi. Foi dimásss! O minério foi. Foi-se. Cuidado para não cair no buraco].

Gostou da Super PiG? Tutorial

Volto, leio, releio, e não encontro uma única palavra sobre os nortistas. Ou meio-nortistas, segundo mapas da década de 50.

Tudo bem, talvez estejam em outra matéria (tipo, "ver matéria ao lado"), que ainda não localizei.

Tampouco encontro a menor referência à região, ao país, ao Estado nacional, a uma política pública, a uma palha movida pelo governo, ou sequer um café pequeno fiado pelo BNDES com garantia do Tesouro (o seu, o meu, o nosso suor). Existem a empresa, o minério, a ferrovia, o porto, "executivos", "horizontes" (de demanda) -- mas o contexto não ultrapassa os limites deste acanhado cercadinho.

E no entanto -- que fina ironia! -- isso é a cara das antigas matérias pagas, da época do "Brasil grande", quando jornalões, grandes agências de publicidade e representantes da indústria gráfica batiam ponto diariamente na Esplanada (em Brasília) e similares (no Rio), negociando o big boom da indústria editorial dos anos 70 (coisa de deixar no chinelo as vinhetas importadas da belle époque; mas isso já é uma outra estória).

Os negócios prosseguem -- agora, sem a antiga verba publicitária do governo concentrada em meia dúzia de agências e jornalões -- e, por consequência, sua atuação foi retirada da foto, no melhor estilo Joe Mercado Stalin. Presidenta bonita não paga, mas também não leva. No retrato, agora, os personagens são apenas empresas privadas, seus executivos, o "mercado", eventualmente um "horizonte" (de demanda), alguns "ventos" (trends), e outros fenômenos "naturais" (da natureza do mercado, entenda-se; nada de ambiente nem ½ ambiente, please!).

domingo, 16 de janeiro de 2011

Cyber-guerra: Israel & EUA x Irã (NY Times)

Israel Tests on Worm Called Crucial in Iran Nuclear Delay

By WILLIAM J. BROAD, JOHN MARKOFF and DAVID E. SANGER
Published: January 15, 2011

Google Translate:

O complexo de Dimona, no deserto do Negev é conhecida como o coração fortemente guardado de Israel nunca admitiu que o programa de armas nucleares, onde as linhas puras de fábricas de produzir combustível atômico para o arsenal.
 

Nos últimos dois anos, segundo a inteligência e especialistas militares familiarizado com suas operações, Dimona assumiu um novo papel, tão secreto - como campo de ensaio crítico em um esforço conjunto americanos e israelenses para minar os esforços do Irão para fabricar uma bomba da sua próprio.
 

Atrás de arame farpado de Dimona, dizem os especialistas, Israel tem girado centrífugas nucleares praticamente idêntico ao do Irã em Natanz, onde os cientistas iranianos estão lutando para enriquecer urânio. Dizem Dimona testou a eficácia do worm de computador Stuxnet, um programa destrutivo que parece ter dizimado cerca de um quinto de centrífugas nucleares do Irã e ajudou a demora, mas não destruir, a capacidade de Teerã para fazer seu primeiro armas nucleares.
 

"Para verificar se o worm, você tem que conhecer as máquinas", disse um especialista americano em inteligência nuclear. "A razão pela qual o worm tem sido eficaz é que os israelenses tentaram isso." 

Embora as autoridades americanas e israelenses se recusam a falar publicamente sobre o que acontece em Dimona, as operações ali, bem como os esforços relacionados nos Estados Unidos, estão entre os mais novos e mais fortes indícios sugerindo que o vírus foi concebido como um projeto americano-israelense sabotar o programa nuclear iraniano.
 

Nos últimos dias, o chefe de inteligência de se aposentar Israel, o Mossad, Meir Dagan, e da Secretária de Estado Hillary Rodham Clinton anunciou separadamente que eles acreditavam que os esforços do Irã tinha sido adiada por vários anos. Hillary citou as sanções norte-americanas, o que tem afetado a capacidade do Irã de comprar componentes e fazer negócios ao redor do mundo.
 

O Sr. ríspido Dagan, cuja organização tem sido acusada pelo Irã de estar por trás das mortes de vários cientistas iranianos, disse no Knesset israelense nos últimos dias que o Irã tinha executado em dificuldades tecnológicas que poderiam atrasar a bomba até 2015. Isso representou uma reversão acentuada a partir de argumento de longa data de Israel que o Irão estava no auge do sucesso.


O maior fator para colocar o tempo no relógio nuclear parece ser Stuxnet, o cyberweapon mais sofisticado já implantados. 

Em entrevistas ao longo dos últimos três meses nos Estados Unidos e na Europa, especialistas que escolhi para além do worm de computador descrevê-lo como algo muito mais complexo - e genial - do que qualquer coisa que havia imaginado quando começou a circular em todo o mundo, sem explicação, em meados de 2009. 


Muitos mistérios permanecem, chefe entre eles, exatamente quem construiu um worm de computador que parece ter vários autores em diversos continentes. Mas a trilha digital é repleta de bits intrigante de provas.
No início de 2008, a empresa alemã Siemens cooperado com um dos Estados Unidos 'premier laboratórios nacionais, em Idaho, para identificar as vulnerabilidades dos controladores de computador que a empresa vende para operar máquinas industriais em todo o mundo - e que as agências de inteligência americanas identificaram como principais equipamentos nas instalações iranianas de enriquecimento. 


Seimens diz que o programa faz parte dos esforços de rotina para proteger seus produtos contra ciberataques. No entanto, deu a Idaho National Laboratory - que faz parte do Departamento de Energia, responsável pelo armamento nuclear dos Estados Unidos - a oportunidade de identificar falhas bem escondidos nos sistemas da Siemens, que foram exploradas no ano seguinte por Stuxnet. 


O worm se agora parece ter incluído dois componentes principais. Um deles foi projetado para enviar centrífugas nucleares do Irã girando loucamente fora de controle. Outro parece certo fora dos filmes: O programa de computador também gravada secretamente o normal funcionamento na usina nuclear parecia, em seguida, jogou as leituras de volta para os operadores da planta, como uma fita de segurança pré-gravados em um roubo a banco, de modo que afigura-se que tudo estava funcionando normalmente, enquanto as centrífugas eram realmente rasgar-se distante. 


Os ataques não foram totalmente bem-sucedida: Algumas partes da terra do Irã a parar as operações, enquanto outros sobreviveram, segundo os relatórios dos inspetores nucleares internacionais. Também não é claro que os ataques são mais: Alguns especialistas que examinaram o código acreditar que contém as sementes para versões ainda mais e assaltos. 


"É como um manual", disse Ralph Langner, um especialista de segurança independente do computador em Hamburgo, Alemanha, que estava entre os primeiros a decodificar Stuxnet. "Qualquer um que olha com cuidado pode construir algo parecido." Sr. Langner está entre os especialistas que expressaram temor de que o ataque tinha legitimou uma nova forma de guerra industrial, ao qual os Estados Unidos estão muito vulneráveis. 


Oficialmente, nem funcionários norte-americanos nem israelitas vão mesmo expressar o nome do programa de computador malicioso, muito menos descrever qualquer papel na concepção dele.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

sábado, 1 de janeiro de 2011

O estilo Dilma no poder

"Um terceiro aspecto a diferenciar Dilma do estilo do presidente anterior é a substituição das metáforas futebolísticas – que deliciavam aficionados do esporte e irritavam imprensa e os soi disant cultos – por menções poéticas à literatura (a presidente eleita valeu-se, nos discursos, de duas das mais famosas frases de João Guimarães Rosa). No Twitter alguém observou que se tratava de uma escolha mais feminina. Pode até ser – embora muitos homens gostem de poesia -, mas o aspecto mais importante a ressaltar é o potencial didático de tais citações presidenciais, no sentido de despertar curiosidade e incentivar tais leituras.

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Até qualquer dia!


A despedida emocionada de Lula. Foto de Domingo Peixoto

http://twitpic.com/3m45n1